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eSocial ajudará na prevenção de acidentes do trabalho
Em: 17/10/2018 às 17:43h por Assessoria de Comunicação - Sistema Fiemt

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A partir de janeiro de 2019, as empresas começarão a enviar informações de Saúde e Segurança no Trabalho para o eSocial, e esta nova fase da ferramenta do Governo Federal deverá ajudar na prevenção de acidentes no trabalho. É isso que afirmou o médico do trabalho, Paulo Reis, durante o Protege - Seminário de Saúde e Segurança no Trabalho, realizado nesta terça-feira (16/10), em Tangará da Serra. O evento que passou por cinco cidades de Mato Grosso capacitou mais de mil pessoas e arrecadou 2,2 toneladas de alimentos doados a instituições dos municípios.

Segundo Reis, essa mudança se dará naturalmente, já que o cumprimento das normas de Saúde e Segurança no Trabalho (SST) deverá ser uma regra para todas as empresas. “A área de SST representa 21% das informações do eSocial, e as empresas que nunca deram importância começam a ter problemas com as informações irregulares junto ao fisco”, afirmou durante a palestra “Impactos do eSocial sobre as práticas de SST”.

Para a fisioterapeuta na área de ergonomia, Gecielle Rocha, 30 anos, que atua em uma usina da região, as palestras foram esclarecedoras e apresentaram uma visão mais ampla sobre a gestão de SST no eSocial. “Hoje, a usina tem todo o envolvimento dos profissionais do SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), com médico, enfermeiro, engenheiro, técnico de segurança e ergonomista. O importante é que temos um grande amparo em todo o processo de gestão para renovar a cultura e valores da área”, diz.

A marmoraria em que Tiago de Lima, 27 anos, trabalha como encarregado administrativo ainda está se estruturando para enviar as informações para o eSocial. “Buscamos sempre qualificação e, diante dessa plataforma do governo, ainda estamos nos inteirando. O Protege foi importante neste momento para aprender sobre alguns pontos específicos, como o lançamento de informações de afastamentos”, exemplifica.  

A empresa de alimentos, da qual Rafael Capuano, 32 anos, é coordenador de Recursos Humanos já implantou ferramentas próprias para atender as demandas do sistema. “O Protege veio nos ajudar com o eSocial. Na parte de RH já evoluímos e, agora, é a vez de estruturar as informações de SST. Por isso, o engenheiro de segurança da empresa participou do seminário com objetivo de obter mais conhecimento para que, em janeiro, já estejamos prontos. O jeitinho brasileiro não vai existir mais e as empresas que não se adequarem serão penalizadas e extintas do mercado”, ressalta.

 Gestão da incapacidade laborativa

“Gestão da incapacidade laborativa” foi o tema da segunda palestra do Protege em Tangará, ministrada pelo fisioterapeuta Antônio Carlos de Oliveira, especialista em ergonomia. Segundo ele, o tema de prevenção é amplo e gera uma preocupação mundial devido aos gastos com a previdência e longevidade no trabalho.

“Para a prevenção de incapacidades, a gestão precisa se atentar ao ambiente de trabalho que deve estar livre de riscos ou com o menor risco possível, além de cumprir os programas legais. O eSocial será um grande impulsionador para que as empresas consigam tomar conta do seu risco”, alerta.

Outro fator importante é a promoção da saúde, na qual o Sesi atua trazendo benefícios para o trabalhador. “A ideia é assegurar as informações e, ao mesmo tempo, mudar a cultura das pessoas em relação à saúde. Com esses dois fatores, já conseguimos prevenir as incapacidades do trabalho e melhorar a produtividade. O impacto destas ações move a roda da economia, que beneficia a todos: sociedade, indústrias e trabalhadores”, afirma ele, lembrando ainda que o Brasil gasta, anualmente, uma média de R$ 5 bilhões ano com incapacidades.

“Essa é uma conta que acaba não fechando, pois se arrecada muito menos do que se gasta com os acidentes de trabalho. A conta vai fechar no momento que a sociedade, a indústria e o trabalhador entenderem que prevenir é o melhor caminho. E um o mais importante neste sentido é a implantação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que penaliza as empresas por não investirem em SST e beneficia as que registram menos acidentes”, conclui.

 

 

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