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Seminário do Sesi aponta tecnologia e conflitos humanos como principais desafios contemporâneos da escola
Em: 26/07/2018 às 15:59h por Assessoria de Comunicação - Sistema Fiemt

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A tecnologia e os conflitos humanos são os principais desafios contemporâneos enfrentados pela escola, aponta a filósofa, psicóloga e psicanalista Viviane Mosé, durante o Seminário Regional da Rede Sesi de Educação. O encontro, que segue até o dia 28/07, reúne mais de 100 profissionais do Sesi Escola de Cuiabá e Várzea Grande, com o objetivo de motivar novas reflexões da prática pedagógica.

“A questão central é que o mundo vive um processo de mudança muito grande. O mundo sempre mudou, mas agora é diferente das outras vezes, porque todas as instituições estão em crise e, todas juntas, criam uma muito maior: a crise de valores. O ser humano não é mais como era. O aluno não é mais o mesmo, o professor e o pai também não. Nessa transição de modelos temos muitas doenças, índices de suicídio, violência, terrorismo, mas não devemos nos apavorar com isso. É preciso manter o olhar positivo. Se o mundo está mudando vamos fazer que seja para algo melhor”, diz Mosé, especialista em elaboração e implementação de políticas públicas.

Segundo especialista, antes o poder era material e, agora, está na audiência da rede social. Ou seja, o mundo se tornou virtual. “Por isso, é preciso fazer uma reflexão sobre a necessidade de transformar as ferramentas tecnológicas em potencializadores do ensino-aprendizagem. A tecnologia mudou o mundo. Um exemplo são os youtubers, jovens muito criativos e com muita audiência. Diante desse cenário, o que ensinar? É isso que deve ser repensado. A dica é aprender a sair da caixa”, avalia.

Chega ao fim a era do “decorar” 

Para Mosé, hoje vivemos a revolução da memória externa, por meio do computador e da nuvem. Isso significa que a educação não está mais centrada na memória e no decorar. “O maior desafio da educação contemporânea é sair da repetição para o pensamento, reflexão e interpretação de texto. O pensamento antes era linear e hoje é chamado de complexo, pois vivemos numa sociedade em rede. E o pensamento complexo é uma necessidade. Temos, portanto, que reunir todas as matérias da escola e articular uma com a outra. Como? Com projetos de pesquisas capazes de articular todos os saberes. O desafio do professor é fazer essa articulação geral”, garante.

Ela ainda lembra outra realidade: o aluno chega à sala de aula, muitas vezes, sabendo mais que o professor. “Com o Google não precisamos decorar como antes e é possível se dedicar a outras coisas mais importantes. Não adianta saber o ano da chegada da família real chegou ao Brasil e não saber o que é a família real e o Brasil. É muito melhor fazer uma prova incentivando o aluno a comentar sobre determinado assunto, em apenas três perguntas, a preencher 10 lacunas com respostas prontas”, destaca.

Depressão em crianças

Mosé ressalta que é fundamental enfrentar os problemas afetivos que temos hoje, pois é alto o índice de suicídio, mutilação e depressão entre crianças e adolescentes. “Uma criança com depressão contamina outras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é a doença mais incapacitante e a tendência é só aumentar, até atingir quase toda a população. Outro dado, presente no Mapa da Violência 2017, é o suicídio infantil, com aumento de 40% nos últimos 10 anos. Cito, ainda, o surto grave de automutilação em menores de 12 anos. Isso assusta”, diz.

Entre tantos desafios, Mosé diz que o maior deles é poder ajudar as pessoas a viver melhor e valorizar a vida, ter grandeza e dignidade.

Seminário

De acordo com a superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi MT), Lélia Brun, o seminário tem importância e significado por motivar a busca de novas reflexões da prática pedagógica, visando à melhoria qualitativa do processo educacional. “Este é o momento para estudar e trocar experiências, que favorecem a concretização de projetos relevantes para a educação de nossos estudantes. Aqui, ganhamos o incentivo para aplicar novas práticas na sala de aula e, assim, motivar nossos alunos a serem pessoas mais autônomas, com senso crítico”.

Coordenadora da Educação Infantil ao 5º ano do Sesi Escola Cuiabá, Luciana Lima, indica a importância de aprimorar o processo de ensino-aprendizagem. “O professor precisa entender como aplicar a teoria na prática e perceber o caminho que estamos seguindo. Hoje, o professor é o mediador, não mais o detentor do conhecimento e precisa mostrar caminhos e ferramentas diferentes. O aluno tem que ter o protagonismo e foi isso que ela abordou, trouxe essa essência, sem deixar de lado o valor do professor”.

Com o tema “A educação e os desafios contemporâneos”, o seminário destinado aos professores, orientadores educacionais, auxiliares de desenvolvimento infantil, inspetores, porteiros, coordenadores e diretores das escolas do Serviço Social da Indústria (Sesi MT), irá abordar também temas como inclusão e Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

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